Outras Vozes – Comentários

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Outras vozes, de Plínio Camillo, não deve ser lido como uma história de ninar, que objetiva a manutenção do status quo opressor, mas sim como discurso dissonante, voltado para incomodar. Longe de construir uma narrativa única e dualista, Camillo cria uma colcha de retalhos de narrativas e experiências de vida, restituindo a humanidade negada aos negros e negras vítimas da escravização.”  Professora Cátia Maringolo – LITERAFROhttp://150.164.100.248/literafro/news.asp

“A pluralidade de vozes realmente dá corpo à narrativa, compondo um quadro social repleto de sutilezas, idiossincrasias e humor, desvelando, arrisco dizer, a constituição de nosso ethos, numa escrita, muitas vezes, elíptica (que me lembrou em vários momentos Danton Trevisan), com cortes precisos e imagens agudas, mas, sobretudo, sob a intensidade (por vezes ofuscante) de nossa luz tropica.” – Afonso Caramano, autor de “Ao contrário, um caminho

“Neste livro construído a partir de uma sequência de contos cuja narrativa muitas vezes flerta com a sonoridade do poema, Plinio Camillo nos transporta para variados cenários e enredos, desde a vinda nos navios negreiros e o trabalho nas fazendas, passando pelos “negros de estimação”,  até os alforriados que trabalhavam nas cidades e os mestiços protegidos pelos pais que não os podiam assumir e moravam nos fundos da Casa Grande com certos privilégios.” Nanete Neves – autora de “O poeta e a foca”

“Texto firme, melodioso, articulado. Impressão primeira de quem lê o livro de contos de Plínio Camillo. Mais que isto, texto criativo e ousado, como tem sido a vida dos escravizados desde quando pisaram, pela primeira vez, nas terras do além-mar africano – a Terra Brasilis. São contos de todos os cantos que mostram de forma simples e profunda a dor, o sofrimento e a alegria de gente de vários lugares do continente africano, sejam eles n’golas, iorubas, congos, fulas ou hauçás. Ou mesmo afro-brasileiros. São contos da vida e de vidas vividas. São contos. São cantos. Às vezes lamentos. Lamentos indignados, incontidos, diante do tormento vivido por tanta gente ao longo de tanto tempo. Mas são tão bonitos e bem escritos que nos remetem à nossa saga de todos os tempos – a busca permanente pela liberdade. Liberdade de ir, de vir, de sorrir, de sambar. De amar e de trabalhar. Livre, leve e solto.” – Zulu Araujo – Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria da Cultura do Estado da Bahia

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