Jesuíno e o peixe grande

 Oxum

Dizia um outra lenda que Jesuíno, ainda novo, quase com sete anos, mais alto como um jequitibá-rosa, viu todo o povo com muita sede e fome: o rio estava seco.

Seu padrinho definhava pois não tinha onde colher os peixes.

Sua mãe sofria pois não tinha água para dar aos seus pequenos irmãos.

O menino andou pelas redondezas até que encontrou Oxum. Ela possuía três tambores que acumulava toda a água doce do mundo.

Jesuíno pediu. Oxum, disse não.

Jesuíno implorou, Oxum mandou embora.

Jesuíno suplicou. Oxum gargalhou e virou as costas.

Jesuíno avançou sobre os tambores e quebrou tudo. Às águas jorraram!

Oxum ficou irada. Quis destroçar o menino e mandou um peixe grande matá-lo.

Jesuíno correu e o peixe atrás, fazendo pequeno ribeirões, riachos e até cachoeiras.

No meio da perseguição, Jesuíno libertava as vacas, galinhas e todos os escravos que encontrava.

Não gostava disto não!!

Jesuíno chispou até o peixe grande ficar cansado e morreu.

Alegre o menino trouxe comida e água para casa.

Porém a mãe não ficou muito feliz, pois na ausência dele o irmão mais novo e querido havia morrido.

Jesuíno não chorou, mas demorou anos para sorrir novamente.

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4 comentários sobre “Jesuíno e o peixe grande

  1. Muito bonito e importante seu trabalho, Plínio. Obrigada por me apresentar, uma honra conhecer. Esse aqui é uma fábula maravilhosa. Um beijo

Por gentileza: comente!

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